

Restaurante Sujinho divulga reserva de mesas durante Carnaval; Prefeitura diz que vai apurar o caso
O restaurante e bar Sujinho tem fechado a calçada em frente a uma de suas unidades na Rua da Consolação, região central de São Paulo, para oferecer reservas de mesas durante a passagem de blocos de Carnaval. A iniciativa foi divulgada nas redes sociais do estabelecimento, que menciona a venda de espaços para acompanhar os desfiles “com conforto”.
A prática gerou questionamentos do vereador Nabil Bonduki (PT), que acionou a Prefeitura de São Paulo alegando possível “privatização ilegal do espaço público”. O restaurante nega irregularidades e afirma possuir autorização para ocupação da calçada. A gestão municipal informou que irá apurar o caso.
Entenda a situação
A unidade Churrascaria do Sujinho possui autorização da Subprefeitura da Sé desde 2004 para instalar mesas na calçada, por meio do Termo de Permissão de Uso (TPU). A autorização permite a ocupação parcial do passeio público, desde que seja mantido espaço livre para circulação de pedestres.
No entanto, publicação nas redes sociais do estabelecimento mostra a calçada fechada durante a passagem de blocos. No material divulgado, o restaurante informa cobrança antecipada de R$ 250 por pessoa, valor revertido em consumação mínima. Também são mencionadas opções de “camarote” no terraço e área com open bar em frente à unidade Cafeteria, cujo preço não foi informado.
Nas imagens, aparecem grades amarelas e pretas bloqueando o acesso à área externa, além das grades fixas já instaladas pela Prefeitura na via.
Questionamento à Prefeitura
O vereador Nabil Bonduki encaminhou ofício à Prefeitura solicitando fiscalização imediata e esclarecimentos sobre eventual autorização para a atividade.
“A ocupação privada e paga de calçadas durante o Carnaval representa não apenas uma infração administrativa, mas também um precedente extremamente grave de privatização ilegal do espaço público”, afirma o documento enviado pelo parlamentar.
Posicionamento do estabelecimento
Em contato com a imprensa, a gerente Ursula confirmou a reserva de mesas na calçada da unidade Churrascaria, mas negou que se trate de “camarote”.
Segundo ela, o valor de R$ 250 corresponde à consumação mínima das mesas externas e a estrutura utiliza grades fixas já existentes no local, com objetivo de controle de público e segurança.
A gerente também afirmou que as unidades foram impactadas pela superlotação dos blocos no último domingo e relatou falta de banheiros químicos e episódios de tumulto.
“O Sujinho sempre participou do Carnaval e nunca tivemos esse tipo de problema. Sofremos danos materiais por conta da falta de controle do evento”, declarou.
A Prefeitura de São Paulo informou que o caso será apurado.
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