

Unidade da Natura passa a utilizar combustível renovável em caldeira e frota logística; biometano já responde por 45% da energia do complexo
A transição energética na indústria paulista avança com a adoção de fontes renováveis de menor impacto ambiental. Em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, o complexo industrial da Natura Cosméticos implantou uma unidade de uso e abastecimento de biometano, combustível que já representa cerca de 45% de toda a energia utilizada nos processos produtivos da planta a maior operação da empresa na América Latina.
A unidade recebeu Licença de Operação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em julho de 2025 e funciona 24 horas por dia. A estrutura inclui uma Unidade de Manutenção e Vazão de Pressão com capacidade de 1.200 m³ por hora, área de estocagem com 16 cilindros (700 m³) e estacionamento para semirreboques industriais com três cilindros de 6.500 m³ cada.
Com a mudança, uma das três caldeiras da fábrica passou a operar com 98% de biometano e 2% de GLP, substituindo o modelo anterior predominantemente baseado em etanol. O consumo estimado é de cerca de 600 m³ por dia, com capacidade de produção de até 3.250 kg/h de vapor para os processos industriais.
Além do uso na caldeira, o biocombustível também abastecerá 28 caminhões que realizam o transporte entre a fábrica e centros de distribuição na Grande São Paulo.
Impacto ambiental
A projeção para 2026 é de consumo anual de 3,5 milhões de metros cúbicos de biometano, volume equivalente ao uso energético de aproximadamente 30 mil residências. A substituição da matriz energética deve reduzir até 1,3 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano — impacto comparável à retirada diária de cerca de 280 veículos de passeio das ruas.
O biometano utilizado na operação é produzido a partir da purificação do biogás gerado em aterros sanitários, transformando resíduos em fonte energética renovável. Parte dos resíduos destinados à unidade de tratamento retorna à empresa como combustível, dentro de um modelo de economia circular.
Segundo a diretora de Gestão Corporativa e Sustentabilidade da Cetesb, Liv Nakashima, o licenciamento ambiental tem papel estratégico nesse processo.
“A adoção de energia limpa em processos industriais de grande escala representa um avanço concreto na transição energética paulista. O licenciamento ambiental orienta essa mudança com base técnica, garantindo segurança operacional e monitoramento contínuo”, afirmou.
Após a etapa de licenciamento, o empreendimento segue sob acompanhamento técnico da Cetesb, com envio periódico de relatórios de monitoramento, incluindo dados de emissões atmosféricas.
A experiência de Cajamar reflete uma tendência crescente no setor industrial paulista de adoção de combustíveis renováveis em escala produtiva e logística, alinhada a metas corporativas de neutralidade de carbono e à agenda de descarbonização da economia.
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