

A estratégia da Prefeitura de São Paulo para a requalificação da região central alcançou um de seus marcos mais simbólicos nesta quinta-feira (5), com a oficialização do repasse de R$ 13,3 milhões para a recuperação do Edifício Copan, um dos principais cartões-postais da capital e obra-prima do arquiteto Oscar Niemeyer.
O investimento, viabilizado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), faz parte do programa de subvenção econômica voltado a projetos de retrofit de alta complexidade, iniciativa que busca modernizar edifícios históricos sem perder suas características arquitetônicas originais. O chamamento público mais recente destinou R$ 200 milhões para esse tipo de intervenção, beneficiando 16 projetos no Centro, incluindo também o Edifício Martinelli e o antigo prédio da Telesp, na Rua 7 de Abril.
No caso do Copan, o projeto alcançou 89,45 pontos na avaliação técnica, garantindo subsídio equivalente a cerca de 22% do valor total das obras, sem impostos percentual permitido pelo edital, que autoriza apoio municipal de até 25%. Os repasses serão feitos de forma parcelada, conforme o avanço das obras e a comprovação técnica dos serviços executados, acompanhados pela fiscalização municipal.
Retrofit, preservação e reocupação do Centro
Os recursos da Prefeitura serão destinados principalmente ao processo de retrofit, que atualiza o edifício aos padrões contemporâneos de segurança, sustentabilidade e durabilidade estrutural. A iniciativa tem impacto direto na política urbana do município, ao estimular a reocupação residencial do Centro, fortalecer o comércio local e ampliar a circulação de pessoas, fatores considerados essenciais para a revitalização da região.
Com a subvenção econômica, a gestão municipal reforça a diretriz de preservar o patrimônio histórico aliado à transformação urbana, conciliando memória arquitetônica, uso social e desenvolvimento econômico no coração da capital.
Principais melhorias previstas
O projeto de requalificação do Copan prevê a recuperação integral da fachada, atualmente afetada por descolamento de pastilhas, fissuras e exposição de armaduras metálicas com sinais de corrosão. O revestimento externo será completamente substituído por novas pastilhas cerâmicas produzidas sob encomenda, respeitando a tonalidade original do edifício.
Também estão previstas intervenções profundas nas camadas de emboço e concreto para eliminar infiltrações, além da instalação de novas pingadeiras nos brises horizontais e vigas, solucionando problemas históricos de drenagem de águas pluviais que aceleraram o desgaste da estrutura.
Outro eixo central do projeto é o resgate da estética modernista concebida por Niemeyer, com a retirada de elementos que descaracterizaram o prédio ao longo das décadas, como fiações aparentes, vedações irregulares em janelas e fechamentos indevidos de vãos. A recomposição dos cobogós da Fachada Sul, fundamentais para a ventilação natural e o ritmo visual do edifício, será feita a partir de moldes das peças originais.
As melhorias incluem ainda o restauro dos caixilhos metálicos, a padronização de letreiros comerciais e o fechamento seguro da escadaria anexa, garantindo que o Copan se consolide novamente como um espaço seguro, funcional e integrado à dinâmica urbana do Centro.
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