

A concentração simultânea de dois megablocos de pré-carnaval na Rua da Consolação, na tarde deste domingo (8), provocou superlotação, atrasos e momentos de tensão entre foliões que acompanhavam os desfiles na região central da capital paulista. Relatos publicados nas redes sociais descrevem cenas de empurra-empurra, dificuldade de locomoção e sensação de medo em meio à multidão.
Mensagens compartilhadas em plataformas como X (antigo Twitter) e Instagram apontam que o fluxo intenso de pessoas tornou a permanência no local insustentável para parte do público. “Nunca vi a Consolação tão lotada”, escreveu um folião. Outros classificaram a situação como “caos total” e “desgaste mental”, destacando a falta de espaço para circulação e a demora no início das apresentações musicais.
Apesar da dimensão do público, não houve divulgação oficial de estimativa de participantes. Imagens aéreas divulgadas pela Polícia Militar mostram diversos quarteirões da via completamente ocupados por foliões.
Plano de contingência acionado
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que o grande volume de pessoas levou à ativação de um plano de contingência a partir das 14h55. Entre as medidas adotadas, a administração municipal cita a liberação de vias transversais como rotas de escape, a retirada de gradis para melhorar a mobilidade e o bloqueio da entrada de novos foliões no circuito da Consolação.
Segundo o comunicado, a Guarda Civil Metropolitana passou a atuar diretamente à frente dos trios elétricos para evitar paradas prolongadas. A prefeitura afirmou ainda que postos médicos ficaram em funcionamento para atender foliões que passaram mal, mas que não houve registro de ocorrências graves.
No início da noite, de acordo com informações da Polícia Militar e dos organizadores, a situação foi gradualmente normalizada, com dispersão do público e retomada do fluxo na região.
Clima de apreensão entre foliões
Mesmo sem registros oficiais de feridos graves, os relatos espontâneos evidenciam o desconforto vivido por parte do público. Muitos usuários relataram dificuldade para sair da área, sensação de sufocamento e falta de informações claras durante o momento mais crítico da superlotação.
O episódio reacende o debate sobre o planejamento urbano e a logística de grandes eventos no pré-carnaval paulistano, especialmente quando blocos de grande porte são autorizados a desfilar em vias próximas e em horários semelhantes.
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