Em São Bernardo, Lula anuncia R$ 108 milhões para ampliar a Rede de Cursinhos Populares e defende a educação como caminho para o futuro do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (18/10/2025), em São Bernardo do Campo (SP), que “o Brasil do futuro será melhor do que o Brasil do presente” e defendeu a educação como pilar da transformação social. A declaração foi feita durante um aulão da Rede de Cursinhos Populares (CPOP), que reuniu milhares de estudantes no Ginásio Adib Moysés Dib, em preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Durante o evento, Lula assinou o termo de compromisso do edital da CPOP para 2026, ao lado dos ministros da Educação, Camilo Santana, e da Fazenda, Fernando Haddad. A nova fase do programa prevê investimento de R$ 108 milhões e apoio a até 500 cursinhos populares em todo o país, ampliando o alcance da iniciativa que já beneficia mais de 12 mil estudantes.

“Ninguém na idade de vocês tem o direito de desistir. O que faz a vida valer a pena é ter um objetivo e persegui-lo. O destino somos nós quem traçamos. E nós estaremos aqui para dar sustentação a vocês”, disse Lula, emocionando a plateia.

Educação e esperança: o discurso de Lula

Em um discurso que misturou fé e propósito, o presidente reforçou que o maior legado de um país é a formação de seu povo.

“O pai e a mãe de vocês não sonham em deixar riqueza, e sim uma profissão. Não existe país desenvolvido que não tenha investido na educação. Nós queremos exportar conhecimento, inteligência, valor agregado. Esse é o Brasil que estamos construindo.”

O novo edital da Rede CPOP, previsto para dezembro, faz parte de uma estratégia nacional do Ministério da Educação (MEC) para fortalecer cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários, garantindo acesso ao ensino superior para jovens em situação de vulnerabilidade social, especialmente pessoas negras e indígenas.

CPOP: uma política pública consolidada

Instituída pelo Decreto nº 12.410/2025, a Rede Nacional de Cursinhos Populares está conectada a outras políticas educacionais do governo, como o Pé-de-Meia, que incentiva a permanência no ensino médio, e programas de acesso ao ensino superior como o Sisu, o Prouni e o Fies.

O ministro Camilo Santana ressaltou que a CPOP é uma política de Estado que veio para ficar:

“Essa rede já existia, mas nunca teve apoio do poder público. O presidente Lula transformou os cursinhos populares em política nacional. Começamos com 130 e já chegamos a 384. Em 2026, serão 500. A educação é o único caminho transformador para o povo brasileiro.”

Desde sua criação, a CPOP já destinou R$ 74 milhões para custear professores, coordenadores e bolsas de R$ 200 mensais a estudantes de baixa renda.

Um novo ciclo de inclusão educacional

O evento também contou com falas do ministro Fernando Haddad, que destacou os avanços conquistados nas últimas duas décadas, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e a Lei de Cotas.

“Em 2004, o Prouni abriu as portas das universidades particulares para 100 mil jovens que não tinham condições de pagar. Hoje, já são 4 milhões de brasileiros formados graças a ele”, lembrou Haddad.
“E a Lei de Cotas foi uma verdadeira reforma agrária do ensino superior uma forma de dividir com justiça as oportunidades de estudo entre brancos e negros, entre ricos e pobres.”

O ministro também recordou a maior expansão da história da universidade pública, promovida entre 2005 e 2012, com a criação de 126 novos campi universitários.

Educação como causa e compromisso

Os aulões da Rede CPOP têm se tornado espaços de encontro entre educadores, voluntários e estudantes trabalhadores, reforçando o papel da educação popular como instrumento de emancipação.

“O que transforma o Brasil é o povo que acredita e trabalha por seus sonhos. A fé é a força, mas a educação é o caminho”, concluiu Lula.

Compartilhar.

Jornalista com especialização em Jornalismo Político e Consultoria e Certificação Ambiental, além de formação concluída em Jornalismo Investigativo pela Abraji. Atualmente, continua seus estudos em comunicação e crises públicas e privadas, ampliando sua atuação em áreas estratégicas da informação. Com uma escrita analítica, ética e profundamente conectada à realidade, constrói narrativas que vão além do óbvio, explorando os bastidores do poder e os impactos sociais da informação. Vinicius Mororó – Jornalista Atípico

Deixe Uma Resposta

Português do Brasil
Exit mobile version