
Bancos americanos consolidam sua supremacia nos mercados globais, superando consistentemente seus pares europeus em receita, lucratividade e capitalização de mercado, graças a um ecossistema financeiro mais profundo, margens elevadas em trading e investment banking, e maior confiança dos investidores. Em 2025, os seis maiores bancos dos EUA geraram receita recorde de US$ 593 bilhões, com lucros combinados de US$ 157 bilhões, crescimento de 8 por cento ante o ano anterior, impulsionados por Wall Street e setores como equities trading e fusões e aquisições.
Receita e produtividade superiores
Instituições como JPMorgan Chase, Bank of America, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup e Wells Fargo lideram com eficiência operacional notável. Goldman Sachs registrou alta de 23 por cento na receita de trading de ações, chegando a US$ 16,5 bilhões, enquanto Morgan Stanley e JPMorgan viram ganhos de 28 e 33 por cento, respectivamente, em meio a um ano de deals robustos e volatilidade favorável. Essa performance reflete margens de crédito e fees 60 pontos-base maiores que na Europa, gerando 50 por cento mais receita de serviços bancários.
Relatórios de consultorias como Alvarez & Marsal destacam que bancos norte-americanos representam 64 por cento da capitalização total do setor global, negociando a 1,4 vezes o valor patrimonial, contra 0,9 para europeus, apesar de ROEs semelhantes, em torno de 11 por cento. A diferença radica na confiança dos investidores na sustentabilidade das receitas americanas, ancoradas em mercados de capitais amplos e profundos.
Vantagens estruturais e regulatórias
O ambiente regulatório favorece os EUA: modelos de capital mais flexíveis permitem retornos superiores, ao contrário da Europa, onde exigências mais rígidas do BCE elevam custos operacionais. Bancos como JPMorgan beneficiam-se de escala em funding e pricing power, com depósitos crescendo sem perdas significativas em ativos líquidos.
Em trading e investment banking, americanos dominam: Fitch Ratings nota que bancos globais trading dos EUA superam europeus em diversificação e franquias robustas, com gap de performance se estreitando mas favorável aos primeiros. Enquanto europeus como Deutsche Bank reportam lucros sólidos, como €1,6 bilhão no quarto trimestre de 2025, o crescimento é modesto frente ao boom americano.
Europa recupera, mas distância persiste
Bancos europeus tiveram 2025 como o melhor ano, com ações subindo impulsionadas por margens de juros elevadas pós-política negativa. JPMorgan previu outperformance europeu até 2026, com ROTE de 16,2 por cento e múltiplos de 8,9 vezes lucros futuros, mas isso contrasta com projeções que mantêm EUA à frente em S&P 500 e mercados globais.
Fatores como real estate comercial pressionam bancos regionais americanos menores, mas gigantes globais seguem resilientes, com Moody’s ajustando ratings mas mantendo otimismo. Europeus lideram em eficiência de custos, mas sofrem com margens comprimidas e menor poder de precificação.
Implicações para 2026
Para 2026, bancos americanos projetam S&P 500 em 7.800 pontos, alta de 14 por cento, impulsionados por lucros e cash flows. Europeus podem ganhar com estabilização macro, mas o gap transatlântico persiste, com norte-americanos atraindo 64 por cento do capital global.
Kian Abouhossein, do JPMorgan, vê cenário perfeito para europeus, mas analistas como Fernando de la Mora preveem fusões na Europa para escalar, enquanto EUA mantêm liderança. William George nota outperformance europeu em 2025, mas tendência favorece americanos em rentabilidade sustentável.
A supremacia americana reflete mercados maduros e inovação, enquanto europeus buscam escala em um ambiente regulatório mais rígido. Investidores globais seguem apostando em Wall Street por sua resiliência e domínio em trading, consolidando os bancos dos EUA como referência em finanças planetárias.



