Alessandra Cavalcante de Roraima e Dra. Elaine Moreira de São Paulo realizam experimento social e levam a pauta da saúde e da proteção feminina para o centro do debate político. Quando a Dor Virou Voz e Parou a Avenida Paulista.
Avenida Paulista já foi palco de muitas vozes. Mas no dia em que duas mulheres decidiram unir seus propósitos, ela parou para ouvir um silêncio que grita há anos: o silêncio das vítimas de violência.
De um lado, Alessandra Cavalcante, enfermeira, natural de Roraima, candidata a Deputada Federal. Na bio ela se apresenta: “Fala, mana! Luto pelos direitos da saúde | das mulheres | Voz do povo”. Seu slogan é claro: “Cuidando de quem cuida”. Ela veio do extremo norte do Brasil com a missão de levar para Brasília a pauta de quem salva vidas todos os dias.
Do outro lado, Dra. Elaine Moreira, médica, mãe de 3 meninas, candidata a Deputada Federal por São Paulo e com 215 mil seguidores. Sua história viralizou na internet por um motivo doloroso: “Sobrevivi à violência e transformei minha dor em luta”. Ela não quer esperar “tratar sobre violência APENAS DEPOIS DE MAIS UMA MORTE”. Ela quer prevenir.
Duas mulheres. Dois estados. Um único propósito: centralizar a pauta mais delicada e abafada da sociedade – a violência contra a mulher.
Elas saíram da internet e foram para a rua. Vestidas de branco, com roupas manchadas de vermelho e as mãos erguidas, seguravam uma faixa: “SE VOCÊ JÁ FOI VÍTIMA DE VIOLÊNCIA, DEIXE A MARCA DA SUA MÃO.”
Não foi um protesto com gritos. Foi um experimento social com presença. Cada marca na roupa era uma história. Cada mulher que parou, era uma dor que finalmente via espaço. Alessandra trouxe a força do Norte. Dra. Elaine trouxe a coragem de quem decidiu falar.
Enquanto Alessandra luta pelos direitos da saúde e das mulheres em Roraima, Dra. Elaine luta para que nenhuma vítima seja tratada como criminosa ao denunciar em São Paulo. Uma cuida de quem cuida. A outra acolhe quem recomeça.
A Paulista, avenida mais polêmica do Brasil, naquele dia virou símbolo de união. Virou prova de que quando mulheres se juntam, de Roraima a São Paulo, a causa deixa de ser individual e vira política pública.
Essa é a nova política. Feita por quem viveu na pele, por quem trabalha na ponta, por quem decidiu que não vai mais calar.
Alessandra Cavalcante e Dra. Elaine Moreira mostraram que é possível transformar dor em ação, e ação em cura. E que o Brasil só muda de verdade quando a gente para de brigar por lados e começa a lutar por vidas.
Humberto G. Aliperti – MTB.073077 Lei Federal Nº 12.527
Editor Jornalista HostingPRESS Agência de Notícias
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