No período colonial os portugueses estudarão os ingredientes dos nativos da África, Ásia e América para sobreviver em terras estranhas.
No Brasil a produção de alimentos era limitada. A culinária colonial do país pode ser dividida em quatro correntes: o litoral açucareiro; a do norte; os Bandeirantes que partiam de Vila de São Paulo do Piratininga; e a pecuária.
No norte, os habitantes dependiam mais dos conhecimentos indígenas para sobreviver e, por isso, sua alimentação incluía pratos e ingredientes como: carne de peixes, carne de jacarés, tartarugas, peixe-boi que fazia a manteiga, e frutas.
A alimentação indígena tinha como alicerce a mandioca, na forma de farinha e beijus, mas também de frutas, pescado, caça, milho, batata e pirões e com a chegada dos portugueses, do inhame trazido da África.
Ao lado da farinha e do beiju, a caça era outra das principais fontes de alimento. As principais carnes eram as de mamíferos como o porco-do-mato, a paca, o veado e a anta, que servia como comparações ao boi. As carnes era preparadas com pele e vísceras, o pelo queimado pelo fogo e os miúdos, órgãos internos, depois retirados e repartidos.
Todos os povos indígenas usava o fogo para se aquecer, na realização de rituais e para preparar os alimentos. As principais formas de preparo da carne era colocá-la sobre uma armação de madeira até ficar seca para que assim pudesse ser conservada.
Muitas vezes a carne servia para o preparo de pirões, mistura com farinha de mandioca e caldos.
A Culinária
A culinária nordestina é fortemente influenciada pelas suas condições geográficas e econômicas, ao longo da história, assim como pela antiga mistura das culturas portuguesa, indígena e africana. As comidas quase sempre têm como ingredientes vegetais, carnes de gado bovino e caprino, peixes e frutos do mar, variando bastante de região para região, de acordo com suas características peculiares.
Pratos da Região do Nordeste incluem a tapioca, o vatapá, a moqueca, o baião de dois, carne seca, queijo coalho, manteiga da terra, o mugunzá, caruru, iguaria de origem indígena adaptado pelos escravos nos engenhos. Os pratos com forte influência africana como também farofa, paçoca, canjica, pamonha, carne de sol, rapadura, buchada de bode, queijo coalho, sequilho, panelada, carneiro cozido e a galinha à cabidela.
Humberto G. Aliperti
Editor-Jornalista
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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