Magnus Magister Magisterii Internationalis

Nasci em Palma de Maiorca, em 15 de junho de 1965. Meu nascimento não passou despercebido, pois eu pesava 6,25 kg, um tamanho extraordinário que causou bastante alvoroço no hospital.

COMO ERA SUA FAMÍLIA E SEU LAR DURANTE A INFÂNCIA?

Cresci em uma família modesta, mas muito unida. Meu pai era chef de cozinha, um homem trabalhador e um exemplo de integridade, enquanto minha mãe era o coração da nossa casa; uma mulher extremamente atenciosa e dedicada à família. O amor e o respeito mútuo entre eles moldaram meu ambiente. Meus irmãos, uma irmã mais velha e um irmão mais novo, eram meus companheiros de brincadeiras e de aprendizado constantes.

QUAL É A SUA PRIMEIRA LEMBRANÇA?

Minhas primeiras lembranças me levam de volta aos dias na praia com minha mãe e meus irmãos. Também guardo com especial clareza o momento em que meu pai começou a nos ensinar as artes do mar e da terra: pesca, mergulho e caça.

DESENVOLVIMENTO E DESAFIOS:

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou? O esporte tem sido a força motriz por trás do meu crescimento pessoal. Dediquei-me intensamente ao boxe, às artes marciais e ao condicionamento físico, sempre buscando o mais alto nível competitivo. Os desafios que enfrentei no ringue e no tatame resultaram em inúmeros troféus, taças e medalhas. Cada vitória foi fruto da perseverança e de um desejo inabalável de melhorar, um desejo que continua até hoje.

QUAIS FORAM AS PESSOAS QUE MAIS INFLUENCIARAM SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL?

Sem dúvida, meu pai. Ele era um verdadeiro cavalheiro: educado, inteligente e, além de seu papel protetor, um verdadeiro amigo. Ele foi meu maior exemplo e o modelo que escolhi seguir. Sempre me lembro de uma frase dele: “Não se esqueça que meu sobrenome vem depois do seu nome”. Por isso, dediquei minha vida a honrar minha herança e o legado da minha família.

Quais conquistas ou momentos de sucesso foram significativos? Destaco meus triunfos esportivos e a honra de ter recebido o título de cavaleiro e doutorados honorários. Na esfera acadêmica, tenho muito orgulho da minha formação e carreira como teólogo, filósofo e historiador — disciplinas que moldaram minha visão de mundo.

PRESENTE E FUTURO:

O que você faz atualmente e quais são seus valores? Atualmente, Conde de San Justo y de Santueri, Medalha de Ouro de Grau Acadêmico da Academia de São Francisco de Assis de Agrópoli (Salerno, Itália), Capitão dos Tercios Reais, Embaixador do Instituto de Estudos Teológicos Ortodoxos Superiores, Teólogo (com Honras), Autor (21 livros) e Grão-Mestre da Ordem do Templo SMOTH.MIT (Grão-Mestre Internacional Templário) e da Ordo Templum Domine. Meu trabalho se estende à presidência de diversas organizações de serviço, como a ONG Templários do Mundo e a Federação Mundial de Bombeiros e Socorristas Voluntários, além de liderar a Irmandade da Semana Santa dos Cavaleiros Templários de São Bernardo e a Associação Maria Madalena. Coordenamos uma presença global em 94 países nos cinco continentes, com mais de 20.000 membros integrados em 309 casas. Também atuo como conselheiro diplomático do Parlamento Internacional para os Direitos Humanos, sempre guiado pelos valores do serviço e da fé.

Quais são seus planos e sonhos para o futuro?

Meu maior desejo é expandir nosso trabalho humanitário, abrindo mais escolas, hospitais e igrejas. Meu objetivo é ampliar o alcance e o apoio que oferecemos aos milhares de crianças que já atendemos por meio de nossas instituições ao redor do mundo.

QUAL É A SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E SEU COMPROMISSO COM A HISTÓRIA DA ORDEM DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS?

Esta é uma jornada de mais de trinta anos, marcada por esforço e vocação. Meu interesse começou na infância, influenciado pelas histórias em quadrinhos de cavalaria que meu pai me comprava, como El Guerrero del Antifaz (O Guerreiro Mascarado) e Capitán Trueno (Capitão Trovão). Isso despertou uma curiosidade que me levou a estudar as Cruzadas e as ordens militares em profundidade, e me apaixonei pelos Templários.

Meu caminho formal começou em 1997 como postulante. Em 2000, ingressei como sargento e, em 2001, fui nomeado Cavaleiro, Grande Oficial e Grande Bailio do Arquipélago das Baleares, sob a jurisdição do ramo escocês do Grão-Mestre Fernando de Toro-Garland y Ruiz de Montilla. Ali começou minha “Grande Cruzada” para expandir a Ordem. Fundamos o Priorado Templário Internacional da Ordem do Templo Sagrado em Maiorca para preservar o espírito original, buscar a reunificação dos cavaleiros dispersos e defender a tradição cristã.

Em maio de 2005, o novo Grão-Mestre, Fernando Pinto de Sousa Fontes, de Portugal, concedeu-me a Grã-Cruz. A Ordem do Templo Sagrado tornou-se então a herdeira espiritual dos dois ramos ibéricos, representados em mim pela integração dos ramos escocês e português. Nesse mesmo ano, após expandir os priorados pelas Américas, Europa e África, recebi o título de Grão-Mestre da Ordem do Templo em Sevilha, das mãos de Dom José Álvarez Allende, Prelado de Honra e conselheiro de Sua Santidade o Papa. Hoje, lidero uma organização com presença global e milhares de irmãos comprometidos com a história e o serviço.

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